sábado, 22 de janeiro de 2011

Quem não tem colírio…


oculos
Era uma vez uma bonequinha de luxo meiga, delicada e chiquérrima que usava enormes (para seu delicado rosto) óculos escuros. Sim, você adivinhou: é Audrey Hepburn em Breakfast at Tiffany. De certa forma, esses óculos não combinavam com ela… e por isso mesmo compunham tão bem o seu estilo!
Os óculos escuros podem ser essa nota dissonante, o it que torna chique a roupa de bater e casual aquela peça que nasceu pra recepção em embaixada. Pode ser o toque de perua que toda mulher precisa. Ou o detalhe que não deixa a mulher parecer uma perua!
Sim, todo poder às lentes escuras! Se é verdade que os olhos são as janelas da alma, ocultá-los abre espaço para o sonho, a fantasia e indagações de todo o tipo. Quer ver? Por exemplo: por que o fulano apareceu na festa, de noite, de óculos escuros? Por que essa moça insiste em ficar de óculos mesmo num dia nublado? Ah, mistério! Ou um simples terçol…
Em tempo: a história dos óculos e das lentes em geral é bem antiga. Os Inuit, aquele povo eskimó, usava protetores contra os reflexos da neve. Dizem que óculos sem grau eram usados como adereço na China de Confúcio. Durante a Idade Média, um matemático árabe desvendou as leis da física que permitiram a fabricação de lentes de grau. De descoberta em descoberta, chegamos aos aviões no século XX. Os raios solares prejudicavam os olhos dos pilotos, e assim surgiram os óculos de sol propriamente ditos (e não apenas de lentes coloridas).
É isso aí: óculos escuros além de protegerem a vista, valorizam seus traços faciais. E o modelo certo vai te deixar com um ar misterioso, inescrutável, sexy!

Uma ideia na cabeça


Chapéu Antigo 03
Se a inspiração veio dos pássaros ou se da constatação de que, para chegar em algum lugar, é preciso pensar, tanto faz. O fato é que logo os humanos perceberam que uma parte fundamental de suas pessoas estava naquela esfera situada em cima do corpo. Foi aí que decidiram tornar essa parte mais harmoniosa e bela, cobrindo-a de plumas multicoloridas, pedras brilhantes e metais preciosos.
Afinal, é da cabeça, por meio dos sentidos, que se chega ao mundo, com suas paisagens, cheiros e ruídos. Alguns se deram conta de que era dali também que provinham as reflexões, as idéias e os trocadilhos. E foi assim, “usando a cabeça”, que a civilização se desenvolveu. Quer dizer, nem sempre: infelizmente, tem muita gente que prefere pensar com o bolso. Mas essa é outra história.
Chapéu Antigo 04Uma cabeça descoberta é como uma rainha sem coroa e um pajé sem cocar. Os Césares, imperadores romanos, quando voltavam vitoriosos de suas conquistas, desfilavam pela Roma antiga com uma coroa de folhas de louro. Na mesma época, Cristo receberia uma coroa de espinhos. Para o bem, para o mal, adornar a cabeça é reconhecer que dependemos dela.
No passado, a cabeça descoberta era falta de polidez ou atestado de baixa condição social. Atualmente, cobrir a cabeça é um símbolo de personalidade. Pois, nos dias de hoje, requer ousadia e originalidade. Ninguém tem e stilo com a cabeça descoberta. Portanto use e abuse de bonés e assessórios. Além do mais, como dizia aquela que eu não canso de citar (guess who?), nunca tema parecer vulgar, mas sim entediante.

Beatrice - Chapeu 03 
Beatrice - Chapeu 04

A moda nas ruas


Como a Regina Guerreiro já lembrou para este blog, desde os anos 60 o melhor da moda vem das ruas. O comportamento das pessoas, seus desejos, suas “fomes”, indicam os caminhos da moda nova. A Regina, que é a mãe que eu gostaria de ter, odeia a palavra tendência, que considera muito tendenciosa e que, no fundo, não passa de uma jogada de marketing.
Mas quem manda a gente aceitar que uma fulana (ou um fulano) venha nos dizer o que é certo e o que é errado?  Aliás, tem coisa melhor na vida do que errar de vez em quando? Tavez o maior sinal de criatividade não seja sempre fazer o certo mas, principalmente, transformar aquilo que poderia ser ‘errado’ em acerto.
E assim uma das coisas que mais me inspira é sair pela rua fotografando  quem gosta de se produzir! Afinal, se existe gente de tudo que é tipo – do alto ao baixinho, do loiro ao moreno, velhos e jovens -,  como é que poderia haver uma única forma “certa” de se vestir?
Pra completar, só me ocorre citar o grande, poderoso e genial Helmut Newton, o grande fotógrafo de moda que sempre detestou o chamado ‘bom gosto’. Então é isso, o lance é sair às ruas pra conquistar a liberdade de ser do jeito que a gente quer!
Moda na Rua 01

Moda na Rua 02

Moda na Rua 03

Olhando essas imagens vocês não acham que a moda urbana paulista carece de bom gosto e originalidade?
Quando eu crescer quero ir para Londres, Paris ou Milão. Lisboa e Barcelona também servem. Vide o Sartorialist. Sem mais comentários.Thayna Zefer
 PS – Ah, quanto à queridíssima Regina Guerreiro, se você ainda não viu a entrevista que ela deu para este blog, vale conferir. E  divirta-se!

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