Quem não tem colírio…
Era uma vez uma bonequinha de luxo meiga, delicada e chiquérrima que usava enormes (para seu delicado rosto) óculos escuros. Sim, você adivinhou: é Audrey Hepburn em Breakfast at Tiffany. De certa forma, esses óculos não combinavam com ela… e por isso mesmo compunham tão bem o seu estilo!
Os óculos escuros podem ser essa nota dissonante, o it que torna chique a roupa de bater e casual aquela peça que nasceu pra recepção em embaixada. Pode ser o toque de perua que toda mulher precisa. Ou o detalhe que não deixa a mulher parecer uma perua!
Sim, todo poder às lentes escuras! Se é verdade que os olhos são as janelas da alma, ocultá-los abre espaço para o sonho, a fantasia e indagações de todo o tipo. Quer ver? Por exemplo: por que o fulano apareceu na festa, de noite, de óculos escuros? Por que essa moça insiste em ficar de óculos mesmo num dia nublado? Ah, mistério! Ou um simples terçol…
Em tempo: a história dos óculos e das lentes em geral é bem antiga. Os Inuit, aquele povo eskimó, usava protetores contra os reflexos da neve. Dizem que óculos sem grau eram usados como adereço na China de Confúcio. Durante a Idade Média, um matemático árabe desvendou as leis da física que permitiram a fabricação de lentes de grau. De descoberta em descoberta, chegamos aos aviões no século XX. Os raios solares prejudicavam os olhos dos pilotos, e assim surgiram os óculos de sol propriamente ditos (e não apenas de lentes coloridas).
É isso aí: óculos escuros além de protegerem a vista, valorizam seus traços faciais. E o modelo certo vai te deixar com um ar misterioso, inescrutável, sexy!
Uma ideia na cabeça
Se a inspiração veio dos pássaros ou se da constatação de que, para chegar em algum lugar, é preciso pensar, tanto faz. O fato é que logo os humanos perceberam que uma parte fundamental de suas pessoas estava naquela esfera situada em cima do corpo. Foi aí que decidiram tornar essa parte mais harmoniosa e bela, cobrindo-a de plumas multicoloridas, pedras brilhantes e metais preciosos.
Afinal, é da cabeça, por meio dos sentidos, que se chega ao mundo, com suas paisagens, cheiros e ruídos. Alguns se deram conta de que era dali também que provinham as reflexões, as idéias e os trocadilhos. E foi assim, “usando a cabeça”, que a civilização se desenvolveu. Quer dizer, nem sempre: infelizmente, tem muita gente que prefere pensar com o bolso. Mas essa é outra história.
No passado, a cabeça descoberta era falta de polidez ou atestado de baixa condição social. Atualmente, cobrir a cabeça é um símbolo de personalidade. Pois, nos dias de hoje, requer ousadia e originalidade. Ninguém tem e stilo com a cabeça descoberta. Portanto use e abuse de bonés e assessórios. Além do mais, como dizia aquela que eu não canso de citar (guess who?), nunca tema parecer vulgar, mas sim entediante.
A moda nas ruas
Como a Regina Guerreiro já lembrou para este blog, desde os anos 60 o melhor da moda vem das ruas. O comportamento das pessoas, seus desejos, suas “fomes”, indicam os caminhos da moda nova. A Regina, que é a mãe que eu gostaria de ter, odeia a palavra tendência, que considera muito tendenciosa e que, no fundo, não passa de uma jogada de marketing.
Mas quem manda a gente aceitar que uma fulana (ou um fulano) venha nos dizer o que é certo e o que é errado? Aliás, tem coisa melhor na vida do que errar de vez em quando? Tavez o maior sinal de criatividade não seja sempre fazer o certo mas, principalmente, transformar aquilo que poderia ser ‘errado’ em acerto.
E assim uma das coisas que mais me inspira é sair pela rua fotografando quem gosta de se produzir! Afinal, se existe gente de tudo que é tipo – do alto ao baixinho, do loiro ao moreno, velhos e jovens -, como é que poderia haver uma única forma “certa” de se vestir?
Pra completar, só me ocorre citar o grande, poderoso e genial Helmut Newton, o grande fotógrafo de moda que sempre detestou o chamado ‘bom gosto’. Então é isso, o lance é sair às ruas pra conquistar a liberdade de ser do jeito que a gente quer!



Olhando essas imagens vocês não acham que a moda urbana paulista carece de bom gosto e originalidade?
Quando eu crescer quero ir para Londres, Paris ou Milão. Lisboa e Barcelona também servem. Vide o Sartorialist. Sem mais comentários.Thayna Zefer
PS – Ah, quanto à queridíssima Regina Guerreiro, se você ainda não viu a entrevista que ela deu para este blog, vale conferir. E divirta-se!
Mas quem manda a gente aceitar que uma fulana (ou um fulano) venha nos dizer o que é certo e o que é errado? Aliás, tem coisa melhor na vida do que errar de vez em quando? Tavez o maior sinal de criatividade não seja sempre fazer o certo mas, principalmente, transformar aquilo que poderia ser ‘errado’ em acerto.
E assim uma das coisas que mais me inspira é sair pela rua fotografando quem gosta de se produzir! Afinal, se existe gente de tudo que é tipo – do alto ao baixinho, do loiro ao moreno, velhos e jovens -, como é que poderia haver uma única forma “certa” de se vestir?
Pra completar, só me ocorre citar o grande, poderoso e genial Helmut Newton, o grande fotógrafo de moda que sempre detestou o chamado ‘bom gosto’. Então é isso, o lance é sair às ruas pra conquistar a liberdade de ser do jeito que a gente quer!
Olhando essas imagens vocês não acham que a moda urbana paulista carece de bom gosto e originalidade?
Quando eu crescer quero ir para Londres, Paris ou Milão. Lisboa e Barcelona também servem. Vide o Sartorialist. Sem mais comentários.Thayna Zefer
PS – Ah, quanto à queridíssima Regina Guerreiro, se você ainda não viu a entrevista que ela deu para este blog, vale conferir. E divirta-se!
Nenhum comentário:
Postar um comentário